Cadastre-se para receber informações:
Nome
Empresa
E-mail
NOTÍCIAS DE MINAS
Antigo bairro da histórica Ouro Preto (MG) transforma-se em reduto das artes
Bairro Antônio Dias em Ouro Preto: reduto das artes
Clique na imagem p/ ampliar

Considerada o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil e detentora do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco, a histórica Ouro Preto (MG), encravada nas serras mineiras, tem seu chamado Centro Histórico dividido em quatro bairros principais – Centro, Antônio Dias, Pilar e Rosário – que, juntos, formam um conjunto arquitetônico admirado, anualmente, por milhares de turistas de todo o mundo.

Enquanto o Centro tornou-se uma área mais comercial, abrigando não só agências bancárias e lojas, mas bares, restaurantes e boa parte da rede hoteleira, o Antônio Dias – bairro que leva o nome do fundador do arraial que deu origem à vila (Vila Rica) e, posteriormente, à cidade – sempre teve vocação residencial.

E foi essa tranqüilidade típica do Antônio Dias, com suas casas de quintais floridos, que acabou atraindo para o bairro uma série de artistas plásticos, transformando sua principal rua, a Bernardo Vasconcelos, em um eixo artístico, onde o visitante encontra ateliês com peças para todos os gostos e bolsos.

“Há ateliês de santeiros, alguns especializados em oratórios, e pintores que retratam a arquitetura colonial, além de oficinas de lapidação, que oferecem jóias feitas de pedras locais, e lojas de artesanato que trazem vida ao lugar e se integram perfeitamente à paisagem urbana de uma das áreas mais antigas de Ouro Preto”, conta a professora aposentada Valdete Fortes, que vive no bairro há mais de sessenta anos e diz não trocar o Antônio Dias por nada.

O bairro ainda tem em seu imaginário personagens fortes, como o mestre Aleijadinho, considerado o maior expoente do estilo barroco nas Minas Gerais (barroco mineiro) e das artes plásticas no Brasil colonial, e a musa do inconfidente e poeta Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu.

Ambos viveram no Antônio Dias, sendo que o gênio do barroco mineiro está enterrado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a principal do bairro, que abriga também o Museu Aleijadinho. “O local onde morou Marília de Dirceu dá hoje espaço a uma escola pública de mesmo nome. A ponte e o chafariz que a cercam também levam seu nome”, conta Valdete, que trabalhou por muitos anos no colégio.

Todo esse clima artístico atrai e encanta os turistas, como explica Francisco Fortes, proprietário da Pousada do Ouvidor, localizada na mesma praça que a Igreja de Nossa Sra. da Conceição, no coração do bairro. “O próprio nome da pousada é uma homenagem ao poeta Tomás Antônio Gonzaga, que era Ouvidor em Vila Rica”, diz, lembrando que o hotel fica bem ao lado da ponte, de 1755, que aparece no poema de Gonzaga. “Alguns hóspedes já chegam com o livro embaixo do braço, perguntando pela ponte; outros, ao fazer reserva, pedem que o apartamento tenha vista para o monumento”.

Fortes ainda destaca a tranquilidade do bairro, que tem cada vez mais conquistado os visitantes. “Aqui, consegue-se dormir bem, sem o barulho típico de áreas muito comerciais. A maioria vem em busca da combinação de sossego, história e cultura e algumas pessoas chegam mesmo a dizer que se sentem no passado”.  E completa: “A vantagem é que estamos a apenas alguns metros dos melhores restaurantes e próximos aos principais monumentos históricos”.

Seguindo a influência artística do bairro, a Pousada do Ouvidor, que completará um ano de atividades na próxima Semana Santa, preserva o estilo original da construção e recriou um ambiente tipicamente ouropretano, tendo sido decorada com telas de artistas da própria cidade, todas retratando lugares da antiga Vila Rica

 

Fonte: Jornal do Turismo 



 

Copyright (c) 2009. Todos os direitos reservados.
D’Minas Turismo. Viva a história em nossa companhia.